30 de novembro de 2011

Pintura com o dedos

 Devem estar se perguntando: pintura com o dedo?
 Vou explicar: para pintarem com o dedo vão precisar de:

  • tinta (guache);
  • sulfite 40;
  • uma pitada de imaginação;
  • e o seu dedo (é claro).     

Mergulhe seus dedos na tampinha da guache, use a imaginação e com batidinhas com os dedos crie uma bela imagem. Deixe secar durante 20 minutos.
O resultado? Uma bela pintura como essa:
                                                    

Postado por: Jhenifer,Maria Gabriella e Vitoria.


23 de novembro de 2011

As primeiras formas de trabalho

Muita gente trabalhou para o Brasil ser o que é hoje.
O trabalho nos traz saúde, moradia e  alimentação, mas antigamente existia a escravidão.
Observe a poesia abaixo que relata o trabalho escravo:

Estes homens de vários acidentes,
Pardos e pretos, tintos e tostados,
São os escravos duros e valentes,
Aos penosos serviços acostumados.
Eles mudam aos rios correntes,
Rasgam as serras, tendo sempre armados
Da pesada alavanca o duro malho
Os fortes braços feito no trabalho.

Alvarenga Peixoto. Em: Cláudio M. da Costa, Tomas A. Gonzaga e Alvarenga  Peixoto. A  Poesia dos Inconfidentes. Nova Aguilar, 1996.

Postado por: Paola, Nayra E Dáfni.




          

Apreciando um bom texto

Como é gostoso ler um bom texto!
E como é interessante apreciar e descubrir tudo o que foi feito pela(o)  escritor (a) para deixar o texto bem escrito!
Quer conhecer e apreciar um texto bem escrito???
Nas últimas aulas de língua portuguesa apreciamos o texto "A Moça Tecelã", de Marina Colasanti.
Veja você também que lindo é esse texto!

A Moça Tecelã
Por Marina Colasanti

Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. E logo sentava-se ao tear.

Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor da luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte.
Depois lãs mais vivas, quentes lãs iam tecendo hora a hora, em longo tapete que nunca acabava.

Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos  do algodão  mais felpudo. Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido. Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à janela.

Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza.

Assim, jogando a lançadeira de um lado para outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás, a moça passava os seus dias.

Nada lhe faltava. Na hora da fome tecia um lindo peixe, com cuidado de escamas. E eis que o peixe estava na mesa, pronto para ser comido. Se sede vinha, suave era a lã cor de leite que entremeava o tapete. E à noite, depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranqüila.

Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.

Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou em como seria bom ter um marido ao lado.

Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado. Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponto dos sapatos, quando bateram à porta.

Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando em sua vida.

Aquela noite, deitada no ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade.

E feliz foi, durante algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque tinha descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar.

— Uma casa melhor é necessária — disse para a mulher. E parecia justo, agora que eram dois. Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo, fios verdes para os batentes, e pressa para a casa acontecer.

Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente.

— Para que ter casa, se podemos ter palácio? — perguntou. Sem querer resposta imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates em prata.

Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, e pátios e escadas, e salas e poços. A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia. Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira.

Afinal o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre.
— É para que ninguém saiba do tapete — ele disse. E antes de trancar a porta à chave, advertiu: — Faltam as estrebarias. E não se esqueça dos cavalos!

Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos, os cofres de moedas, as salas de criados. Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.

E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo.

Só esperou anoitecer. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. E descalça, para não fazer barulho, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear.
Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. Segurou a lançadeira ao contrário, e jogando-a veloz de um lado para o outro, começou a desfazer seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins.  Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela.
A noite acabava quando o marido estranhando a cama dura, acordou, e, espantado, olhou em volta.  Não teve tempo de se levantar. Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo, sumindo as pernas. Rápido, o nada subiu-lhe pelo corpo, tomou o peito aprumado, o emplumado chapéu.
Então, como se ouvisse a chegada do sol, a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios, delicado traço de luz, que a manhã repetiu na linha do horizonte.

Marina Colasanti
(1938) nasceu em Asmara, Etiópia, morou 11 anos na Itália e desde então vive no Brasil. Publicou vários livros de contos, crônicas, poemas e histórias infantis. Recebeu o Prêmio Jabuti com Eu sei, e também por Rota de Colisão. Dentre outros escreveu E por falar em amor, Contos de amor rasgados, Aqui entre nós, Intimidade pública, Eu sozinha, Zooilógico, A morada do ser, A nova mulher, Mulher daqui pra frente, O leopardo é um animal delicado, Esse amor de todos nós, Gargantas abertas e os escritos para crianças Uma idéia toda azul e Doze reis e a moça do labirinto de vento. Colabora, também, em revistas femininas e constantemente é convidada para cursos e palestras em todo o Brasil. É casada com o escritor e poeta Affonso Romano de Sant'Anna.

Texto extraído do livro “Doze Reis e a Moça no Labirinto do Vento”, Global Editora, Rio de Janeiro, 2000.

Postado por: Maria Eduarda, Ana Caroline e Pamela.

16 de novembro de 2011

E OS TEMPORAIS ESTÃO POR AÍ...

Mudanças de estação, clima mais quente, frentes frias...Tudo isso tem aumentado o risco de ocorrer temporais fortes. Durante os temporais podem aparecer os raios!
 Neste ano, estudamos sobre os raios, que são violentas descargas elétricas provocadas pelo encontro de cargas positivas e negativas nas nuvens. Veja algumas dicas para evitar acidentes com eles:

* Peça a um adulto que desligue a chave geral da casa ou que tire da tomada os aparelhos elétricos.
* Fique longe de tomadas.
* Evite falar no telefone.
* Não tome banho em chuveiro elétrico.
* Não fique olhando a tempestade com a janela aberta.
* Saia da piscina ou da praia.
* Não fique embaixo de árvores ou em lugares descampados.
* Um bom abrigo é dentro de veículos com carroceria metálica, mantendo os braços para dentro.
* Caso não encontre abrigo, fique de cócoras, de pernas unidas.

Texto escrito pelos alunos do 5anoB: André, Douglas e Natalia.

9 de novembro de 2011

O PAU-BRASIL

Ela é uma das ávores nativas mais comentadas, por vários motivos. 
É a árvore da qual se originou o nome do nosso país e é uma grande referência em nossa história. Durante muito tempo, no periodo da colonização, foi o principal sustentáculo da economia do país, sendo exportada para Europa para se extrair tinta vermelha usada para colorir roupas na época (era muito raro encontrar formas de se obter roupas com cores diferentes). Por último, é considerada uma árvore em extinção no seu habitat natural devido à devastação predatória.

www.infoescola.com..br/historia/exploracao-do-pau-brasil

      Nome: pau-brasil
      Nome cientifico: caesalpinia echinato
      Família: ibirapitanga-caesalpinoideae
      Altura média: 8-12 metros
      Folhas: compostas, parepinadas, 12 a 20 folícolos com 1- 2 centímetros
      Fruto: vagem com espinhos, 8 a 10 centímetros, verde, ficando marrom       quando madura, uma a duas sementes por vagem.
                                        
                                                                          Fonte: www.arvore.brasil.com.br

Postado por: Gustavo Henrique, Lucas Alves e João Victor M.